Eu estava fuçando as redes sociais hoje e pensando como
fazia tempo que não escrevia no blog.
Me deparei com uma agitação em torno de uma crônica do Zeca
Camargo sobre a morte do cantor Cristiano Araújo. Tanta gente xingando o cara e
perguntando #queméZecaCamargo. Fui entender do que se tratava e vi a crônica
feita por ele.
Resumindo o texto infeliz, ele diz que devemos sim nos
comover com a morte de pessoas que influenciam nosso cotidiano, cultura etc, e
nas suas palavras “[...] mas Cristiano Araújo?[...]”
Disse ainda que isso só mostra como nossa cultura é pobre etc
etc. Tanta coisa pobre de conteúdo que nem cabe mencionar aqui. Criticou nossa cultura e tem a audácia de escrever um texto desses.
Zeca Camargo, só pra você saber, uma morte é muito sentida
independente se o cara é famoso ou não. Independente se você o conhece ou não,
independente se você gosta da música dele ou não, independente se você acha
essa cultura pobre ou não. Deixe de achar que cultura é só o que você gosta,
Zeca.
Deixe de achar que sentir uma perda só é permitido se VOCÊ
conhecer o cara.
Desculpe a sinceridade, Zeca. Mas acredito que você ainda
precisa evoluir muito.
Eu, honestamente, também não conhecia muito bem o Cristiano
Araújo ou o trabalho dele, mas ver um pai chorando no túmulo do filho foi uma
das cenas mais tristes nesses últimos dias.
Zeca, não importa se é o Airton Senna, se é Cazuza, se é
Michael Jackson, se é o Português da padaria, se é o João, se é a Maria. Uma vida
interrompida dessa forma é triste SIM e quem é você pra dizer que não?

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